Iniciei minha vida escolar em 1971, onde fiz o pré-primário em uma escola particular. Nesta época o ensino ainda era tradicional, mas tínhamos momentos de recração onde brincávamos e cantávamos as cantigas de roda: Corre-cutia, O quartel, Terezinha de Jesus, Gato e o rato, Coelho sai da toca, Pare-bola, Barra-manteiga, Carimbada (queimada), Piano, Balança-caixão, Pula corda, Amarelinha, Jogo com pedrinhas ou saquinhos e outras.
Estas brincadeiras iam conosco em nossas memórias para casa e brincávamos com amigos e parentes no final de semana quando nos reuniámos.
Hoje, como professora vejo o quanto é importante resgatar estas brincadeiras que alegram; estimulam a criatividade; trabalham a coordenação motora; o raciocínio lógico; a oralidade; criam laços de afetividade; socializam; ensinam a seguir regras; a conviver com o outro e o que é melhor exige tudo isso não de maneira imposta, mas brincando de forma prazerosa.
Cristina Santos Moraes, professora da Educação Infantil, Escola Municipal Profª Benedita Pimentel de Ulhôa Rocha. Uberlândia-MG.
Hoje observo a infância das crianças e penso:
Quem não viveu na fazenda não sabe o que é infância feliz.
Brincávamos de casinha embaixo das árvores do pomar, pulávamos na palha do arroz. O tobogam era nos banhos de cachoeira, onde escorregávamos nas pedras lisas e caíamos no poço dos vários córregos do local.
Na escola e nas festanças da roça brincávamos de cantigas de roda, passar anel, balança caixão, barra manteiga, carimbada, amarelinha, jogo do bogalho (pedrinhas), bolinhas de gude dentre outras mais.
Hoje estamos na era da informatização e os jogos das crianças é frente a uma tela de TV onde as mesmas não tem atividade física, apenas memorização.
É importante resgatar as brincadeiras tradicionais e repassar a essa geração nova a importância do brincar.
Marineide Pereira Carrijo Rodrigues, professora, pedagoga, no momento ocupando o cargo de direção da Escola Municipal Profª Benedita Pimentel de Ulhôa Rocha. Uberlândia- MG
Minha infância foi alegre, apesar de ter sido muito pobre.
Na escola eu quase não brincava pois era muito tímida e tinha medo de cair.
Já em minha casa, com meus irmãos e primos tivemos bons momentos. Brincávamos de pic-pega, escolinha, casinha e outras.
Mas, subir nas árvores do pomar foi que mais marcou em minha memória. Bons tempos!
Mirtes Helena de Lima, professora do Ensino Fundamental, Escola Municipal Profª Benedita Pimentel de Ulhôa Rocha. Uberlândia-MG.
Eu gostava muito das cantigas de roda: Ciranda cirandinha, Terezinha de Jesus. Eram muito divertidas na escola ou na rua onde eu morava.
Gostava de brincar de amarelinha e pula corda.
Amei o blog, onde através deste, podemos resgatar em nosso acervo as nossas vivências infantis. Cantar, dançar, beijar, apertar, sorrir: faz parte da vida das crianças e dos adultos que tiveram a felicidade de não se permitir crescer.
Brinquei muito na minha infância. Tenho boas recordações. Tinha muitos amigos.
Nas calçadas brincávamos de balança caixão, quantas horas são, barra manteiga. No quintal, de casinha, fazer comidinha, de bola, de pular corda.
Saíamos pelo mato cortando galhos para fazer casinhas (nessa época a cidade não era tão populosa e não havia violência).
Subia nas árvores colhendo frutas, adorava chupar jabuticaba no pé.
Na escola eram as cantigas de roda que prevaleciam, em Terezinha de Jesus, morria de medo de não ser escolhida.
Como professora, sempre brinquei de roda com meus alunos e eles adoram
Brinco até hoje com meus cães, porque acredito que esse nosso lado criança nunca deve perecer.
Sirley Mendes Ferreira, professora do Ensino Fundamental, Escola Municipal Profª Benedita Pimentel de Ulhôa Rocha. Uberlândia-MG
Brincadeiras
Convidei a turma toda
Para uma grande roda formar.
Escolher os três cavaleiros
e a canção começar a entoar.
Outro dia, a Mariazinha
Amarelinha quis pular.
A Belinha que é teimosa
Preferiu na árvore balançar.
Tantas brincadeiras divertidas
Passa anel, balança caixão.
Barra manteiga, das caveiras
E à noite morrer de medo do bicho papão.
Sirley Mendes Ferreira
Brincadeiras
Convidei a turma toda
Para uma grande roda formar.
Escolher os três cavaleiros
e a canção começar a entoar.
Outro dia, a Mariazinha
Amarelinha quis pular.
A Belinha que é teimosa
Preferiu na árvore balançar.
Tantas brincadeiras divertidas
Passa anel, balança caixão.
Barra manteiga, das caveiras
E à noite morrer de medo do bicho papão.
Sirley Mendes Ferreira
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